“E em Jerusalém havia a festa da dedicação, e era inverno. E Jesus andava passeando no templo, no alpendre de Salomão. Rodearam-no, pois, os judeus, e disseram-lhe: Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente. Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem. E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.” João 10:22-29

No versículo 24 podemos observar que os judeus não tinham certeza se Cristo era o messias e eles queriam ouvir a resposta da boca Dele. Essa necessidade que eles tinham de ouvir a resposta é uma característica dos incrédulos, que sempre exigem um sinal milagroso ou uma palavra de confirmação para que possam acreditar. Porém, mesmo que venham os milagres, eles não serão suficientes para fazer os incrédulos crerem, pois eles sempre terão alguma objeção a fazer.

Por este motivo, no versículo 25 Jesus responde aos judeus e diz que Ele já havia falado, porém eles não tinham ouvido. Além disso, Ele já havia dado testemunho com as obras. Tanto o que Ele fazia quanto o que Ele fazia provavam que Ele era o messias, entretanto os olhos e os ouvidos dos judeus estavam fechados pela incredulidade.

Jesus utiliza um argumento cíclico no versículo 26 para dizer aos judeus por que eles não acreditavam mesmo diante de todas as provas: eles não acreditam porque não eram salvos e eles não eram salvos porque não acreditavam.

A incredulidade do ser humano nunca será superada por ele mesmo e por mais óbvio que possa parecer, apenas a fé pode curar a incredulidade. Porém a fé é algo que não é produzido por nós mesmos. É preciso que os nossos ouvidos sejam abertos e somente Deus pode abrir os nossos ouvidos. Quando ouvimos, cremos.

Além disso, quando ouvimos, somos capazes de reconhecer alguém apenas pelo som de sua voz. Como ovelhas do Senhor, somos capazes de reconhecer a voz Dele nos chamando mesmo em meio a muitas outras vozes. Podemos ouvir a voz Dele no trabalho, na escola, no ônibus ou em qualquer outro lugar. Ele diz ao nosso ouvido que está conosco e essa certeza nos ajuda a vencer qualquer situação, porque temos certeza de que o nosso Pastor não nos abandonará.

Da mesmo forma que conhecemos o Senhor quando ouvimos a voz Dele, Ele também nos conhece (2 Timóteo 2:19). Ele não nos conhece pelo que nós fazemos, mas por quem nós somos. Jesus te conhece! Ele conhece não apenas o seu exterior, mas também o seu interior. Ele te conhece inteiramente e ainda assim te ama e quer te fazer uma nova criatura.

Após as ovelhas conhecerem o Senhor e serem conhecidas Dele, elas começam a segui-lo. Elas perseveram, são submissas, caminham como Jesus quer que elas caminhem, porque encontram Nele aquilo que precisam para viver. As ovelhas têm segurança no Senhor (v.28).

Para as ovelhas, nem a morte pode tira-as das mãos de Cristo (Romanos 8:35-39). Nas mãos do Senhor nós estamos protegidos, porque ninguém além de nós mesmos pode nos tirar de lá. O diabo não tem poder para nos tirar de lá, mas tem poder de nos seduzir para que queiramos sair, porém se nós sairmos, perderemos o melhor de Deus para nossa vida. Nas mãos do Senhor nós não vamos perecer.

Se você não ouve mais a voz do Senhor e está quase saindo das mãos Dele, ainda há tempo de se arrepender. Então Deus abrirá seu ouvido novamente e te mostrará que Ele continua te protegendo.

Pregação resumida de Pr. Samuel Salgado